terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O ATRASO DA PREGUIÇA -REP DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI






O atraso da preguiça
CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR
Mesmo o menor e simples ato não será realizado se a preguiça for um pouquinho maior. Quanto tempo se perde e quanto se deixa de viver porque a realização fora antes minada por essa atitude forte que enfraquece. Normalmente, a maior parcela de cabeças pensantes já deixou de fazer muito por causa da contagiante preguiça.
Este estado ramifica-se inumeravelmente, pois não é apenas a não realização, mas, também, a realização com a falta de capricho e empenho, com desleixo, negligência, morosidade e toda maneira que apequena. A simples atitude de regar uma flor com falta de vontade pode causar-lhe a morte. Realizar qualquer coisa desprovido da energia amistosa e benfazeja pode acarretar resultados bastante negativos e prejudiciais.
Sem contar ainda que a preguiça é a eminente asa da ingratidão, pois só se age assim quando não há reconhecimento da nobreza da vida. Ninguém está aqui para afirmar que viver é fácil, mas a mínima compreensão dessa grandeza já desfaz inúmeros nós criando fluidez. Segundo alguns pensamentos muito esclarecidos, a preguiça é uma ponte para o fracasso e a infelicidade, já que o ser, como homem e espírito, deve continuamente criar e produzir.
E reconhecida como um dos grandes “pecados capitais”, a preguiça só posterga o encontro com a luz dos olhos ainda voltados para a escuridão.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

AGRADECENDO JEUS GONÇALVES REP DE OBLOG ESPIRITISMO SÉCULOXXI






Agradecendo
Jésus Gonçalves
Muitas vezes, Senhor, brandindo a espada,
Junquei o campo de amargosas dores,
Estendendo medalhas e favores
Sobre o sangue da presa abandonada.
A golpes vis, assinalei a estrada
Do meu carro de falsos resplendores
E, buscando lauréis enganadores,
Desci, gemendo, à sombra ilimitada...
Mas, por lavar-me as trevas de outras vidas,
Deste-me a cruz de pranto e de feridas
No desprezado monte da aflição;
E, hoje, na doce luz com que me afagas,
Agradeço a lição de angústia e chagas
Com que me deste a paz da redenção.


Do livro Cartas do Coração, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

CRISTIANISMO E ESPIRITISMO REP DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





Cristianismo e Espiritismo
Léon Denis
Parte 13
Continuamos o estudo do livro Cristianismo e Espiritismo, que estamos realizando com base na 6ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, tradução de Leopoldo Cirne.
Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 
Questões preliminares
A. Segundo Léon Denis, o ensino espírita é progressivo?
B. Quais são a função e a natureza do corpo fluídico ou perispírito?
C. A evolução moral da alma produz alguma modificação no seu corpo espiritual?
Texto para leitura
170. O moderno Espiritualismo não dogmatiza nem se imobiliza, e nenhuma pretensão tem à infalibilidade. O ensino espírita é progressivo como os próprios Espíritos. Ele se desenvolve e completa à medida que, com a experiência, se efetua o progresso nas duas humanidades, a da Terra e a do espaço. (P. 213)
171. O Espiritismo tem um lado inteiramente científico. Repousa sobre provas palpáveis, sobre fatos incontestáveis, mas são principalmente as suas consequências morais que interessam à grande maioria dos homens. (P. 215)
172. A Doutrina dos Espíritos pode resumir-se em 3 pontos essenciais: a natureza do ser, os seus destinos, as leis superiores do Universo. Evidentemente, para nós o estudo mais necessário é o de nós mesmos, é saber o que somos. (P. 215)
173. Como já dissemos, o homem possui dois corpos: um de matéria grosseira, que o põe em relação com o mundo físico; o outro, fluídico, por meio do qual entra em relação com o mundo invisível. (P. 216)
174.  O corpo fluídico é indestrutível, mas purifica-se e se eteriza com os progressos da alma, de que é invólucro inseparável, permanente. É nele que se modelam os órgãos; é ele que lhes assegura o mecanismo funcional. Isento das mutações constantes padecidas pelo corpo material, é ele a sede imperecível da memória. (P. 216)
175. A ciência oficial tem o dever de estudar as fontes profundas da vida; enquanto limitar suas observações ao corpo físico, a Fisiologia e a Medicina permanecerão, até certo ponto, impotentes e estéreis. (P. 217)
176. As experiências comprovaram o ensino dado pelas mensagens de além-túmulo de que o poder de irradiação dos Espíritos e a extensão de suas percepções são sempre proporcionais ao grau de sua elevação (P. 218)
177. A pureza e a transparência do invólucro fluídico são, no espaço, o testemunho irrefragável do valor da alma: a rarefação dos seus elementos constitutivos, a amplitude de suas vibrações aumentam com essa purificação. À medida que a moralidade se desenvolve, novas condições físicas se produzem no corpo fluídico; os pensamentos e os atos do indivíduo reagem sobre o seu invólucro e o tornam mais denso ou mais sutil. (P. 218)
178. O estudo perseverante, a prática do bem, o cumprimento do dever são outros tantos fatores que facilitam a ascensão da alma e aumentam o campo das sensações e a soma dos gozos. Mediante prolongado adestramento moral e intelectual, mediante existências meritórias, aspirações generosas e grandes sacrifícios, a irradiação do Espírito se dilata gradualmente; ativam-se as vibrações perispirituais; seu brilho se torna mais vivo; diminui a densidade do invólucro. (P. 218) (Continua na próxima edição.)
Respostas às questões preliminares
A. Segundo Léon Denis, o ensino espírita é progressivo?
Sim. O ensino espírita é progressivo como os próprios Espíritos. Ele se desenvolve e completa à medida que, com a experiência, se efetua o progresso nas duas humanidades, a da Terra e a do espaço. (Cristianismo e Espiritismo, cap. X, p. 213.)
B. Quais são a função e a natureza do corpo fluídico ou perispírito?
O corpo fluídico é indestrutível. Invólucro inseparável, permanente da alma, é nele que se modelam os órgãos; é ele que lhes assegura o mecanismo funcional. Isento das mutações constantes padecidas pelo corpo material, é ele, enfim, a sede imperecível da memória. (Obra citada, cap. X, pp. 216 a 218.)
C. A evolução moral da alma produz alguma modificação no seu corpo espiritual?
Sim. O corpo fluídico purifica-se e se eteriza com os progressos da alma. O poder de irradiação dos Espíritos e a extensão de suas percepções são sempre proporcionais ao grau de sua elevação. À medida que a moralidade se desenvolve, novas condições físicas se produzem no corpo fluídico; os pensamentos e os atos do indivíduo reagem sobre o seu invólucro e o tornam mais denso ou mais sutil. (Obra citada, cap. X, pp. 218 e 219.)
Nota:
Para ver os três últimos textos, clique nos links abaixo:
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPIRITOS REP DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULOXXI






Ocupações e missões
dos Espíritos
Este é o módulo 67 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 
Questões para debate
1. É correto dizer que todos os Espíritos têm ocupações a desempenhar?
2. Há na erraticidade Espíritos que não se ocupam de coisa alguma?
3. As missões dos Espíritos têm sempre por objetivo o bem?
4. A quem são confiadas as missões mais importantes?
5. O Espírito encarnado tem deveres com relação à obra geral, ou essa tarefa pertence apenas aos desencarnados?
Texto para leitura
A ocupação dos Espíritos é contínua, mas não penosa
1. Os Espíritos têm ocupações e missões a desempenhar. Além do trabalho de se melhorarem pessoalmente, incumbe-lhes executar a vontade de Deus, concorrendo, assim, para a harmonia do Universo. A ocupação dos Espíritos é contínua, mas essa ação nada tem de penosa, uma vez que não estão sujeitos à fadiga nem às necessidades próprias da vida terrena.
2. Os Espíritos inferiores e imperfeitos também desempenham funções úteis no Universo, embora muitas vezes não se apercebam disso. Todos têm, como se vê, deveres a cumprir.
3. Devem os Espíritos percorrer todos os graus da escala evolutiva, para se aperfeiçoarem. Desse modo, todos devem habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas. Há, porém, tempo para tudo. A experiência e o aprendizado pelo qual um Espírito está passando hoje, um outro já passou e outro ainda passará.
4. Há Espíritos que não se ocupam de coisa alguma, conservando-se totalmente ociosos. Esse é, porém, um estado temporário, pois cedo ou tarde o desejo de progredir os impulsiona para uma atividade, tornando-os felizes por se sentirem úteis.
Os gêneros de missões são muitos e variados
5. As missões dos Espíritos têm sempre por objetivo o bem. Estando encarnados ou desencarnados, são eles incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de ideias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais, e de velar pela execução de determinadas coisas. Alguns desempenham missões mais restritas e, de certo modo, pessoais ou inteiramente locais, como assistir os enfermos, os agonizantes, os aflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores, dirigi-los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos. Existem tantos gêneros de missões quantas as espécies de interesses a resguardar, tanto no mundo físico como no moral, e o Espírito se adianta conforme a maneira pela qual desempenha sua tarefa.
6. Os Espíritos se ocupam com as coisas do nosso mundo de acordo com o grau de evolução em que se acham. Os superiores só se ocupam com o que seja útil ao progresso. Os inferiores se ligam mais às coisas materiais e delas se ocupam.
7. A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade contemplativa, que seria uma eterna e fastidiosa inutilidade. Suas atribuições são proporcionadas ao seu grau evolutivo, às luzes que possuem, à sua capacidade, experiência e ao grau de confiança que inspiram ao Supremo Criador.
8. Nem favores, nem privilégios que não sejam o prêmio ao mérito – tudo é medido e pesado na balança da mais estrita justiça. As missões mais importantes são confiadas somente àqueles que Deus julga capazes de cumpri-las e incapazes de desfalecimento ou comprometimento.
Em toda parte a atividade dos Espíritos é constante
9. Ao lado das grandes missões confiadas aos Espíritos superiores, existem outras de importância relativa em todos os graus, concedidas a Espíritos de todas as categorias, podendo afirmar-se que cada encarnado tem a sua, isto é, deveres a preencher a bem do semelhante, desde o chefe de família, a quem incumbe o progresso dos filhos, até o homem de gênio, que lança às sociedades novos germens de progresso.
10. É nas missões secundárias que se verificam desfalecimentos, prevaricações e renúncias que prejudicam o indivíduo sem afetar o todo.
11. Por toda a parte a atividade é constante, da base ao ápice da escala, o que lhes enseja oportunidade de instruir-se e, dando-se as mãos, alcançar a meta, que é para todos a perfeição.
12. Podemos, assim, afirmar com segurança – com base nas informações dos Espíritos – que todas as inteligências concorrem para a obra geral, qualquer que seja o seu grau evolutivo, cada qual na medida de suas forças, esteja no estado de encarnado ou de Espírito livre.
Respostas às questões propostas
1. É correto dizer que todos os Espíritos têm ocupações a desempenhar?
Sim. Além do trabalho de se melhorarem pessoalmente, incumbe-lhes executar a vontade de Deus, concorrendo, assim, para a harmonia do Universo. Os Espíritos inferiores e imperfeitos também desempenham funções úteis no Universo, embora muitas vezes não se apercebam disso. Todos têm, como se vê, deveres a cumprir.
2. Há na erraticidade Espíritos que não se ocupam de coisa alguma?
Sim. Existem Espíritos que não se ocupam de coisa alguma, conservando-se totalmente ociosos. Esse é, porém, um estado temporário, pois cedo ou tarde o desejo de progredir os impulsiona para uma atividade, tornando-os felizes por se sentirem úteis.
3. As missões dos Espíritos têm sempre por objetivo o bem?
Sim. Encarnados ou desencarnados, são eles incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de ideias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais, e de velar pela execução de determinadas coisas. 
4. A quem são confiadas as missões mais importantes?
As missões mais importantes são confiadas somente àqueles que Deus julga capazes de cumpri-las e incapazes de desfalecimento ou comprometimento.
5. O Espírito encarnado tem deveres com relação à obra geral, ou essa tarefa pertence apenas aos desencarnados?
Todas as inteligências devem concorrer para a obra geral, qualquer que seja o seu grau evolutivo, cada qual na medida de suas forças, esteja no estado de encarnado ou de Espírito livre.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 558, 563, 569 e 584. 
O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, Primeira Parte, itens 12 a 15.
Nota:
Eis os links que remetem aos 3 últimos textos:
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

OS MAIORES INIMIGOS IRMÃO X REP DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI

 




Os maiores inimigos
Irmão X
Certa feita, Simão Pedro perguntou a Jesus:
- Senhor, como saberei onde vivem nossos maiores inimigos? Quero combatê-los, a fim de trabalhar com eficiência pelo Reino de Deus.
Iam os dois de caminho, entre Cafarnaum e Magdala, ao sol rutilante de perfumada manhã.
O Mestre ouviu e mergulhou-se em longa meditação.
Insistindo, porém, o discípulo, ele respondeu benevolamente:
- A experiência tudo revela no momento preciso.
- Oh! - exclamou Simão, impaciente - a experiência demora muitíssimo...
O Amigo Divino esclareceu, imperturbável:
- Para os que possuem “olhos de ver” e “ouvidos de ouvir”, uma hora, às vezes, basta ao aprendizado de inesquecíveis lições.
Pedro calou-se, desencantado.
Antes que pudesse retornar às interrogações, notou que alguém se esgueirava por trás de velhas figueiras, erguidas à margem. O apóstolo empalideceu e obrigou o Mestre a interromper a marcha, declarando que o desconhecido era um fariseu que procurava assassiná-lo. Com palavras ásperas desafiou o viajante anônimo a afastar-se, ameaçando-o, sob forte irritação. E quando tentava agarrá-lo, à viva força, diamantina risada se fez ouvir. A suposição era injusta. Ao invés de um fariseu, foi André, o próprio irmão dele, quem surgiu sorridente, associando-se à pequena caravana.
Jesus endereçou expressivo gesto a Simão e obtemperou:
- Pedro, nunca te esqueças de que o medo é um adversário terrível.
Recomposto o grupo, não haviam avançado muito, quando avistaram um levita que recitava passagens da Tora e lhes dirigiu a palavra, menos respeitoso.
Simão inchou-se de cólera. Reagiu e discutiu, longe das noções de tolerância fraterna, até que o interlocutor fugiu, amedrontado.
O Mestre, até então silencioso, fixou no aprendiz os olhos muito lúcidos e inquiriu:
- Pedro, qual é a primeira obrigação do homem que se candidata ao Reino Celeste?
A resposta veio clara e breve:
- Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
- Terás observado a regra sublime, neste conflito? – continuou o Cristo, serenamente – recorda que, antes de tudo, é indispensável nosso auxílio ao que ignora o verdadeiro bem e não olvides que a cólera é um perseguidor cruel.
Mais alguns passos e encontraram Teofrasto, judeu grego dado à venda de perfumes, que informou sobre certo Zeconias, leproso curado pelo profeta nazareno e que fugira para Jerusalém, onde acusava o Messias com falsas alegações.
O pescador não se conteve. Gritou que Zeconias era um ingrato, relacionou os benefícios que Jesus lhe prestara e internou-se em longos e amargosos comentários, amaldiçoando-lhe o nome.
Terminando, o Cristo indagou-lhe:
- Pedro, quantas vezes perdoarás a teu irmão?
- Até setenta vezes sete – replicou o apóstolo, humilde.
O Amigo Celeste contemplou-o, calmo, e rematou:
- A dureza é um carrasco da alma.
Não atravessaram grande distância e cruzaram com Rufo Grácus, velho romano semiparalítico, que lhes sorriu, desdenhoso, do alto da liteira sustentada pelos escravos fortes.
Marcando-lhe o gesto sarcástico, Simão falou sem rebuços:
- Desejaria curar aquele pecador impenitente, a fim de dobrar-lhe o coração para Deus.
Jesus, porém, afagou-lhe o ombro e ajuntou:
- Por que instituiríamos a violência no mundo, se o próprio Pai nunca se impôs a ninguém?
E, ante o companheiro desapontado, concluiu:
- A vaidade é um verdugo sutil.
Daí a minutos, para repasto ligeiro, chegavam à hospedaria modesta de Aminadab, um seguidor das ideias novas.
À mesa, um certo Zadias, liberto de Cesareia, se pôs a comentar os acontecimentos políticos da época. Indicou os erros e desmandos da Corte Imperial, ao que Simão correspondeu, colaborando na poda verbalística. Dignitários e filósofos, administradores e artistas de além-mar sofreram apontamentos ferinos. Tibério foi invocado com impiedosas recriminações.
Finda a animada palestra, Jesus perguntou ao discípulo se acaso estivera alguma vez em Roma.
O esclarecimento veio depressa:
- Nunca.
O Cristo sorriu e observou:
- Falaste com tamanha desenvoltura sobre o Imperador que me pareceu estar diante de alguém que com ele houvesse privado intimamente.
Em seguida, acrescentou:
- Estejamos convictos de que a maledicência é algoz terrível.
O pescador de Cafarnaum silenciou, desconcertado.
O Mestre contemplou a paisagem exterior, fitando a posição do astro do dia, como a consultar o tempo, e, voltando-se para o companheiro  invigilante , acentuou, bondoso :
- Pedro, há precisamente uma hora procuravas situar o domicílio de nossos maiores adversários. De então para cá, cinco apareceram, entre nós: o medo, a cólera, a dureza, a vaidade e maledicência... Como reconheces, nossos piores inimigos moram em nosso próprio coração.
E, sorrindo, finalizou:
- Dentro de nós mesmos, será travada a guerra maior.
Do livro Luz Acima, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

SE NÃO FOR ASSIM. NÃO SEI REP DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





Se não for assim, não sei
CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR
Independente dos acontecimentos atrozes que ao longo dos tempos estão presentes, acredito piamente no bem, energia abençoada que Deus nos apresenta. Procuro andar neste caminho mesmo ainda na infância em que me encontro. O seu oposto traz muitos e gigantes sobressaltos os quais não gostaria de vivê-los. Somente o bem vale a pena.
Como se não bastassem esses terríveis sobressaltos, há a voz mais implacável, insistente e temível que uma mente pode ouvir: a da consciência. Esta, indistintamente, apontará os fatos como realmente são mesmo nos momentos nos quais se tenta ludibriá-la, porém, como uma testemunha preciosa, ela apontará a direção e sentenciará a pena. E viver com o peso do erro por querer é uma das coisas mais tempestuosas para um coração. O maior tesouro é a paz.
Se os erros já foram cometidos buscar, então, os meios para redimi-los e tomá-los por aprendizado. O horizonte segue à frente do nosso olhar para, com a força da conquista do novo, seguirmos. E, sem dúvida, a maneira mais leve e feliz de viver é com a companhia do bem. É assim que procuro viver, pois se assim não for, meu coração não sentirá mais vontade de bater, não terá sequer mais razão alguma de continuar.
O bem fortalece as asas para voar pelos nobres lugares.
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