sexta-feira, 21 de julho de 2017

INICIAÇÃO AOS CLÁSSICOS ESPÍRITAS- REP. DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI


Iniciação aos clássicos espíritas





A Crise da Morte

Ernesto Bozzano

Parte 4

Damos continuidade ao estudo do clássico A Crise da Morte, de Ernesto Bozzano, conforme tradução de Guillon Ribeiro publicada em 1926 pela editora da Federação Espírita Brasileira. 
Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de:
1) questões preliminares;
2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

Questões preliminares

A. Que revelações nos traz o oitavo caso?
B. Como os Espíritos satisfazem os hábitos voluptuosos que trazem da última existência?
C. Que ensinamentos extraímos do nono caso?
D. O advento da Nova Revelação veio na época certa?

Texto para leitura

52. Oitavo caso – Extraído também da revista Light, edição do ano de 1925, trata-se de comunicações ditadas em maio e junho de 1918 por um jovem soldado morto logo no início da Grande Guerra. (PP. 69 e 70)
53. Eis os detalhes contidos nas mensagens do jovem soldado: a) a ignorância em que muitos se encontram a respeito da própria morte; b) o sono reparador, que acomete os desencarnados, sobretudo quando acham que a morte é o aniquilamento total da criatura humana; c) após despertar desse sono, o desencarnado se sente um outro ser e entende que se encontra num meio espiritual e que é um Espírito; d) os que desencarnam com a convicção de que existe uma vida de além-túmulo não necessitam dormir, a menos que cheguem ao mundo espiritual esgotados por longa enfermidade ou deprimidos por uma vida de tribulações; e) os Espíritos muito inferiores, que permanecem ligados à Terra, não gozam do benefício do sono reparador e, por isso, perseveram na ilusão de que continuam encarnados; f) o meio espiritual apresenta ao visitante "coisas" que parecem da mesma natureza que as que ele conhecia na Terra, mas elas são reais, absolutamente reais; g) os desencarnados não demoram a descobrir que podem transformar certas "coisas" que veem em torno deles, unicamente pelo desejo de que elas se transformem. (PP. 70 a 75)
54. A propósito do último detalhe, diz o Espírito que, vendo a seus pés uma agulha de madeira, ele pôde transformá-la, pela força de sua vontade, em uma agulha de aço; mas não pode transformar os objetos volumosos e, ainda menos, o meio em que vive. A razão é que a paisagem que o rodeia não é somente "cenário" dele; é o "cenário" de todos os Espíritos que ali residem. Pode, pois, transformar apenas as coisas pequenas e quando isso a ninguém aborreça ou prejudique. (P. 75)
55. Após repetidas experiências desta natureza, informa a Entidade, entende-se que o meio espiritual é, na realidade, constituído unicamente de "formas de pensamento" e de "projeções da memória", e que tudo isto está organizado com o fim de tornar mais fácil, aos Espíritos recém-desencarnados, o período de transição decorrente da morte corpórea. (P. 75)
56. A respeito das percepções espirituais, diz o comunicante que, a princípio, pensa-se que os Espíritos conversam da mesma maneira que o faziam quando encarnados; mas, desde o começo, experimenta-se a curiosa sensação de compreender-se muito mais do que o que se formula verbalmente. (P. 75)
57. Com o tempo, percebe-se que a conversação por meio da palavra não constitui mais do que uma espécie de superestrutura artificial, substancialmente inútil para a permuta das ideias, a qual, na realidade, se opera diretamente, pela transmissão dos pensamentos. (P. 75)
58. Citando o livro Raymond, escrito pelo professor Oliver Lodge, Bozzano lembra que os Espíritos recém-desencarnados não encontram no meio espiritual a mesma satisfação de antes, nos hábitos voluptuosos adquiridos no mundo dos vivos, e até os perdem. Todavia, quando chegam ao mundo espiritual, influenciados pelas tendências que os dominavam na Terra, há os que pedem de comer e outros que querem um gole de uísque. Existe, porém, um meio de contentá-los, fornecendo-se-lhes qualquer coisa que se assemelhe ao que reclamam. Desde, porém, que hajam saboreado uma ou duas vezes a coisa desejada, não mais sentem dela necessidade e a esquecem. (P. 78)
59. As projeções do pensamento no meio espiritual são consideradas efêmeras, apenas do ponto de vista da evolução ulterior do Espírito. São, contudo, substanciais no meio em que elas se produzem. Com efeito, admitida a existência de um meio espiritual, cuja densidade específica seja constituída de "éter vitalizado" – num mundo assim a paisagem geral, assim como as projeções particulares devem ser consideradas reais, absolutamente reais, pois que teriam a mesma consistência que o organismo espiritual dos seres que o habitam e seriam constituídas do mesmo elemento. (P. 81)
60. Nono caso – Este caso foi tirado do livro de mensagens transcendentais intitulado A Heretic in Heaven. O médium-narrador é o Sr. Ernesto H. Peckham, autor do belo livro The Morrow of Death, e o comunicante, que fora membro do mesmo círculo experimental do Sr. Peckham, valeu-se de um pseudônimo – "Daddy" – para assinar as mensagens. (PP. 84 e 85)
61. Eis os detalhes contidos nas mensagens de "Daddy": a) embora morto, o Espírito se sentia mais vivo do que antes; b) os acessos de soluço, a asma e outros sintomas bronquiais, que o atormentaram no momento da morte, continuaram a afligi-lo na vida espiritual; c) sua mãe, que morrera havia muitos anos, e sua esposa foram visitá-lo em sua nova morada; d) seguiu-se depois disso um prolongado período de sono. (PP. 86 a 88)
62. Além de outros episódios constantes das mensagens de "Daddy", Bozzano comenta o fato de ter o Espírito anunciado sua morte a um amigo encarnado, que então a ignorava. Como o fato realmente ocorreu nas condições de meio indicadas pelo comunicante, é forçoso concluir que se trata de um dos fenômenos comuns – ora visuais, ora auditivos – de manifestação dos mortos, fenômenos a que os metapsiquistas ortodoxos chamam "telepatia diferida". (P. 90)
63. O autor assinala ainda nas citadas mensagens: 1º) o interessante fenômeno segundo o qual os objetos afastados não parecem diminuídos à percepção espiritual, pela distância, enquanto todo objeto é simultaneamente percebido por todos os seus lados e no seu próprio interior, indo a visão além do objeto; 2º) a observação concernente ao pensamento do Espírito, logo percebido por outro Espírito distante e que intervém, auxiliando o primeiro com um conselho que lhe transmite no mesmo instante. (P. 91)
64. Bozzano diz que os "raios Roentgen" (raios X) e a "telegrafia sem fio" são conquistas científicas que nos permitem compreender perfeitamente a viabilidade dos dois fenômenos acima referidos, que pareceriam absurdos se revelados duas gerações antes da sua. "Esta observação – adverte o autor – deveria aconselhar a todos prudência, antes de proclamarem absurdas e impossíveis outras informações análogas, constantes das mensagens do Além e que ainda não estão confirmadas pela ciência terrestre." (PP. 91 e 92)
65. O fato indica ainda que as manifestações mediúnicas se produzem no momento exato em que parecem maduros os tempos, para serem compreendidas, apreciadas e assimiladas. Se as "pancadas" de Hydesville se houvessem produzido um século antes, teriam passado despercebidas e infecundas. "Cumpre, pois, se reconheça que a Nova Ciência da Alma nasceu na hora precisa, no seio dos povos civilizados", acrescenta Bozzano. (P. 92)
66. O autor considera também detalhe fundamental a revelação mediúnica acerca das modalidades sob as quais se manifesta a visão espiritual, que requer um certo tempo para que se desenvolva inteiramente nos Espíritos recém-chegados, o que explica por que são em número reduzido os Espíritos desencarnados que a ela aludem. (PP. 92 e 93)

Respostas às questões preliminares

A. Que revelações nos traz o oitavo caso?
Ditadas por um jovem soldado morto logo no início da Grande Guerra, as comunicações que compõem o oitavo caso contêm, entre outros, os seguintes detalhes: a) a ignorância em que muitos se encontram a respeito da própria morte; b) o sono reparador, que acomete os desencarnados, sobretudo quando acham que a morte era o aniquilamento total da criatura humana; c) o fato de, após despertar desse sono, o desencarnado sentir-se um outro ser e entender que se encontra num meio espiritual e que é um Espírito; d) a informação de que os que desencarnam com a convicção de que existe uma vida de além-túmulo não necessitarem dormir, a menos que cheguem ao mundo espiritual esgotados por longa enfermidade ou deprimidos por uma vida de tribulações; e) a circunstância de os Espíritos muito inferiores, que permanecem ligados à Terra, não gozarem do benefício do sono reparador e, por isso, perseverarem na ilusão de que continuam encarnados. (A Crise da Morte, pp. 70 a 75.)
B. Como os Espíritos satisfazem os hábitos voluptuosos que trazem da última existência?
Mencionando expressamente o livro Raymond, escrito pelo professor Oliver Lodge, Bozzano diz que os Espíritos recém-desencarnados não encontram no meio espiritual a mesma satisfação de antes, nos hábitos voluptuosos adquiridos no mundo dos vivos, e até os perdem. Todavia, quando chegam ao mundo espiritual, influenciados pelas tendências que os dominavam na Terra, há os que pedem de comer e outros que querem um gole de uísque. Existe, porém, um meio de contentá-los, fornecendo-se-lhes qualquer coisa que se assemelhe ao que reclamam. Desde, porém, que hajam saboreado uma ou duas vezes a coisa desejada, não mais sentem dela necessidade e a esquecem. (A Crise da Morte, p. 78.)
C. Que ensinamentos extraímos do nono caso?
Este caso foi tirado do livro de mensagens transcendentais intitulado A Heretic in Heaven. O médium-narrador é o Sr. Ernesto H. Peckham, e o comunicante, que fora membro do mesmo círculo experimental do Sr. Peckham, valeu-se de um pseudônimo – "Daddy" – para assinar as mensagens. Eis os detalhes contidos nas mensagens: a) embora morto, o Espírito se sentia mais vivo do que antes; b) os acessos de soluço, a asma e outros sintomas bronquiais, que o atormentaram no momento da morte, continuaram a afligi-lo na vida espiritual; c) sua mãe, que morrera havia muitos anos, e sua esposa foram visitá-lo em sua nova morada; d) seguiu-se depois disso um prolongado período de sono. (A Crise da Morte, pp. 84 a 91.)
D. O advento da Nova Revelação veio na época certa?
Sim. Segundo Bozzano, as manifestações mediúnicas se produziram no momento exato em que estavam maduros os tempos para serem compreendidas, apreciadas e assimiladas. Se as "pancadas" de Hydesville se houvessem produzido um século antes, teriam passado despercebidas e infecundas. "Cumpre, pois, se reconheça que a Nova Ciência da Alma nasceu na hora precisa, no seio dos povos civilizados", afirma Bozzano. (A Crise da Morte, pp. 91 e 92.)

Nota:
Links que remetem aos textos anteriores:




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domingo, 9 de julho de 2017

CÉU E INFERNO REALMENTE EXISTEM REFLEXÃO À LUZ DO ESPIRITISMO


Reflexões à luz do Espiritismo



Céu e inferno realmente existem?

Céu, Inferno, Purgatório e Umbral existem fisicamente falando, ou são estados de consciência em que nos encontramos depois de desencarnarmos?
Segundo os ensinos espíritas, não existe um lugar chamado Céu. A felicidade, explica Allan Kardec, está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distinto.
Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão.
Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja no meio dos encarnados ou no Espaço, no chamado Plano Espiritual.
O mesmo ensinamento aplica-se ao conceito de Inferno. Conforme a doutrina espírita, o inferno não se traduz por regiões circunscritas em que o indivíduo passaria, conforme a teologia católica, por sofrimentos atrozes e eternos.
Céu e Inferno são, em essência, um estado de espírito que varia conforme a visão interior e o grau evolutivo da pessoa.
Quanto ao Purgatório, diferentemente do que ensina a respeito do Céu e do Inferno, o Espiritismo não o nega e diz mais: que nele nos achamos, pois é em um planeta como a Terra – de provas e expiações – que expiamos os equívocos, os erros e os males que tenhamos cometido.
A palavra purgatório sugere a ideia de um lugar circunscrito; eis por que, segundo o entendimento espírita, mais naturalmente se aplica à Terra do que ao Espaço onde erram os Espíritos sofredores, dada a natureza da expiação terrena, com todos os seus ingredientes pertinentes ao conceito real de expiação.
No tocante ao Umbral, trata-se de uma região espiritual de transição, a que André Luiz se referiu na obra mediúnicaNosso Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Segundo André Luiz, debatem-se na zona umbralina Espíritos desesperados, infelizes, malfeitores e vagabundos de várias categorias, mas todos eles ali permanecem o tempo que se faça necessário ao esgotamento dos seus resíduos mentais negativos.
Fisicamente falando, o Umbral faz parte do campo magnético da Terra, o qual, segundo alguns autores, estaria dividido em sete regiões ou esferas.
Para entender melhor o que ele significa, sugerimos aos interessados que leiam o artigo Umbral e Inferno: termos diferentes para designar situações diferentes, que publicamos no dia 9 de abril de 2017 neste mesmo blog. Eis o link: http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2017/04/reflexoes-luz-do-espiritismo_9.html




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quinta-feira, 6 de julho de 2017

NUNCA PRATIQUEI, NÃO PRATICO E NÃO PRETENDO PRATICAR CORRUPÇÃO!


Os que me conhecem a mais tempo, e já tiveram a oportunidade de conviver comigo, sabem que sou desprovido de vários sentimentos mesquinhos, como a inveja, o ciúme e falar por trás.  Por onde passei na condição de musicista, alfaiate, e por fim funcionário público, sempre fui leal com as minhas convicções e com os meus adversários.  Entrei para o movimento sindical com o objetivo de lutar por direitos. Em 1994 já entravamos na justiça com a cobrança de insalubridade para 49 funcionário trabalhadores da saúde em Rosário sindicalizados ao SINTSEP- Sindicato de Trabalhadores no Serviço Público de Estado do Maranhão filiado à CUT.

Dos 49 companheiros parte do processo, 25 já receberam a primeira parcela e outros tudo que lhe coube, determinado pela justiça. A outra parte, quem ainda não recebeu, já entrou em precatório.

DAS ATIVIDADES VOLUNTÁRIAS

Fui Conselheiro Municipal de Saúde debatendo o assunto, proponde e votando as propostas. Fundei várias associações de moradores, fui às ruas na condição de coletador de assinaturas para contribuir com as 10 medidas básica de combate à corrupção. Liderei manifestações que realizamos lutando pela implantação do Hospital Regional de Referência do SUS, para a Regional de Rosário. Liderei movimento Regional pela implantação do Decreto Ministerial de nº 7.508 de 28 de junho de 2011 que trata da Regionalização dos programas Básicos do Ministério da Saúde.

Sou militante eleitoral desde que sou eleitor, gosto de ajudar os meus candidatos. Nunca fui serviçal político, sempre fiz como dever de cidadão exercitando a minha cidadania e combatendo à corrupção. Em tese defendo que o eleitor pague para votar e que o eleitor destine a importância paga para o seu candidato. Por que, quando se cobra para votar perde-se o direito de esperar benefícios oriundos do candidato eleito e pagante.

Diante o exposto eu pergunto? É justo que um serviçal eleitoral, derrotado em suas pretensões nas urnas, invejoso tente me difamar em rede social?  É justo que esse serviçal político, utilize-se de suas enfermidades para me atingir por defender candidaturas diferentes das que ele defende? Não acho justo! Eu Reinaldo Lima, por ter o privilégio de exercer a minha cidadania voltada para promover o bem-estar social e voluntário, cobrar que alguém faça porque eu faço! Por tanto, prezados e prezadas leitores e leitoras nada tenho feito a esta sociedade ou a indivíduos que ultrapasse os ditames da legalidade e da moralidade.


E, por fim, se dependesse de mim não haveria corrupção, eu não as pratico!  Entretanto, sou obrigado a conviver, com os males deste planeta.

terça-feira, 4 de julho de 2017

UMA MANEIRA PERFEITA DE CONQUISTAR A PAZ E A FELICIDADE - REP. DE O ESPIRITISMO SÉCULO XXI


Contos e crônicas



Uma maneira perfeita de conquistar a paz e a felicidade

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Simplesmente o bem.
É a resposta para esta pergunta: O que devo fazer para sentir-me em paz e feliz?
De fato, quando a bondade se apresenta, a paz e a alegria também são presenças abençoadas na vida. E essa atitude deve ser do coração, ou seja, com pureza, sem pensar em nenhuma recompensa, pois se assim for não será bondade, será o triste orgulho tentando se disfarçar. E como devemos nos alertar para isso.
Tão mais acessível realizar o bem, tão mais calmo é o movimento progressivo, mas é necessário querer realizá-lo sem tantas exigências, pois nenhum bem acontece por meio de critérios. E a bondade nunca caminha só, porém, suas outras irmãs humildade e generosidade a acompanham.
Muitas vezes se ouvem os sentimentos transcritos em frases de quanto se deseja fazer boas atitudes, no entanto, sem saber por qual caminho começar. Comecemos, então, pelo próximo mais próximo, os nossos companheiros familiares, profissionais e naturalmente expandir para outros laços desta jornada. E para o bem acontecer, os gestos mais singelos originarão os notáveis acontecimentos.
O amor está no bom-dia com ternura; na gentileza diária; no respeito ao ambiente; na paciência com o outro e com si próprio; no boa-tarde esperançoso; na compaixão fraterna; na partilha do pão; no boa-noite amparador, já que à noite os monstros aparentam ser maiores; o amor está principalmente no ato de colocar-se no lugar do próximo, sem deixar, assim, nenhuma condição para o julgamento.
Na verdade, fazer o bem é tão mais possível e descomplicado, basta querer. Também não é preciso criar nenhuma mirabolante oportunidade, ele é simplesmente possível em todo tempo, lugar e circunstância. O coração é que precisa querer realizá-lo.
A natureza ensina diariamente o que é bondade quando o sol nos aquece e nos equilibra, quando a água nos mantém vivos, quando a terra produz nosso alimento, quando o vento nos refresca e nos vivifica com o oxigênio que nele está, quando a noite chega para o descanso e o sol brilha para um novo dia, quando a chuva cai alimentando a vida, quando pessoas que tanto amamos ainda estão conosco e também as que, por enquanto, estão em dimensão diferente, mas que certamente nos encontraremos e ligados estamos eternamente pelo sentimento.
Sem contar a bondade de quando estamos com infinita saudade de alguém de longe e que, por meio do encontro pelo sonho, acalmamos a dor que a distância traz. Se há infindáveis maneiras registradas de bondade na vida, há que compreendermos que o bem, por nós, realizado deve ser atitude natural para os dias ‒ mas o será.
E o ensinamento da natureza ainda é maior porque ela doa todo esse bem sem aguardar nenhuma recompensa embora ela esteja tão frágil com o nosso descuido.
Se no coração o bem começa a despertar, graças a Deus, criemos, portanto, as melhores condições para a sua prosperidade que se transformará na conquista para a nossa paz e felicidade.
Se algum dia alguém nos perguntar o que deve fazer para sentir-se em paz e feliz lhe diremos com toda segurança: apenas realize o bem.
E se, por acaso, em algum dia mesmo sabendo esquecermo-nos desta sábia receita e a tristeza nos visitar, realizemos imediatamente a bondade sem olhar a quem, sem tempo preestabelecido, sem nenhum desejo de recompensa, apenas realizemos o bem e a paz e a felicidade nos completarão novamente.

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domingo, 2 de julho de 2017

POR QUE SOFREM OS ANIMAIS REFLEXÕES Á LUZ DO ESPIRITISMO


Reflexões à luz do Espiritismo





Por que sofrem os animais?

Há pessoas que não concordam com o conceito espírita de que animais sofrem para evoluir, embora não resgatem débitos como os seres humanos, visto que não são dotados de livre-arbítrio.
O tema já foi por nós examinado em inúmeras oportunidades, mas vale a pena, dada a importância do assunto, recordar o que escrevemos.
Preliminarmente, lembremos o que nos é dito na principal obra espírita – O Livro dos Espíritos – nas questões adiante reproduzidas:

599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se? “Não; ela não tem o livre-arbítrio.”
849. Qual é, no homem em estado selvagem, a faculdade dominante: o instinto ou o livre-arbítrio?“O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade em certas coisas. Mas, como a criança, ele aplica essa liberdade às suas necessidades e ela se desenvolve com a inteligência. Por conseguinte, tu, que és mais esclarecido que um selvagem, és também mais responsável que ele pelo que fazes.”

No tocante aos animais, a informação é categórica: não são dotados de livre-arbítrio. E curiosamente, mesmo em se tratando do homem, quando no início do seu desenvolvimento espiritual, é o instinto, não o livre-arbítrio, a faculdade dominante.
Lemos no cap. 19 do livro Ação e Reação, de André Luiz, obra psicografada pelo médium Chico Xavier, que se identificam na experiência terrestre três tipos de dores: ador-evolução, a dor-expiação e a dor-auxílio. Dessas, apenas a dor-expiação diz respeito aos erros cometidos no pretérito, seja na atual existência, seja em existência passada. A dor-auxílio e a dor-evolução existem na vida em decorrência de outras razões e finalidades.
A dor-evolução, cujo objetivo notório é o aprimoramento do ser, nada tem que ver com atos do passado. É o que ocorre com os animais, não apenas os que vivem em nosso meio, como os cães, vítimas de tantas enfermidades e problemas, mas sobretudo com os que vivem em plena selva. Alguém consegue imaginar o sofrimento de uma presa abatida por seu predador e estraçalhada antes mesmo de ocorrer sua morte corpórea?
Referindo-se diretamente ao caso dos animais, o instrutor Druso afirma:

"A dor é ingrediente dos mais importantes na economia da vida em expansão. O ferro sob o malho, a semente na cova, o animal em sacrifício, tanto quanto a criança chorando, irresponsável ou semiconsciente, para desenvolver os próprios órgãos, sofrem a dor-evolução, que atua de fora para dentro, aprimorando o ser, sem a qual não existiria progresso”. (Ação e Reação, cap. 19.)

Em entrevista publicada pela Revista Cristã de Espiritismo, edição 29, de 2004, o saudoso confrade Marcel Benedeti, médico veterinário desencarnado em fevereiro de 2010, autor de importante obra sobre os animais e seu destino espiritual, afirmou ao analisar o tema eutanásia no caso de animais em sofrimento:

“O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos. Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo. Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão”.

Perguntaram certa vez a Chico Xavier como devemos encarar a questão da existência de deformidades congênitas no seio dos animais. Por que nascem animais cegos ou deformados, se eles não têm o livre-arbítrio?
O saudoso médium respondeu:

“Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente. Se nós, seres humanos, já alcançamos os domínios da inteligência, desenvolvendo agora as potências intuitivas, eles, os animais, estão aperfeiçoando paulatinamente seus instintos na busca da inteligência.
Da mesma maneira que nós humanos aspiramos alcançar algum dia a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso mestre e senhor Jesus, eles, os animais, aspiram a ser no futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais.
Ora, nós já sabemos que a Lei Divina institui a solidariedade entre os seres, e, por isso, podemos facilmente concluir que a nós, seres humanos, Deus outorgou a condução e a proteção de nossos irmãos mais novos, os animais. E o que é que nós estamos fazendo com esta responsabilidade santa de proteger e guiar o reino animal? Como é que esta humanidade terrestre tem agido em relação aos animais, nos inúmeros séculos de nossa história? Porventura nós, os homens, não temos nos convertido em algozes impiedosos dos animais ao invés de seus protetores fiéis? Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro? Quem desconhece que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e o ataque? Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres, unicamente por prazer esportivo? Que dizermos das devastações inconsequentes ao meio ambiente? Tudo isto se resume em graves responsabilidades para os seres humanos!
A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhes alteram o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamento em posteriores existências, a se configurarem por deformidades congênitas. A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, os seres humanos, que não soubemos guiar os animais na senda do amor e do progresso, segundo a vontade de Deus.
Agora, vejamos, se determinado cão é treinado para o ataque e a morte com requintes de crueldade, se ele é programado para o mal, pode ocorrer que em determinado momento de superexcitação este mesmo cão, treinado para atacar os estranhos, ataque as crianças de sua própria casa ou os próprios donos. Aí teremos um desajuste induzido pela irresponsabilidade humana. Ora, este mesmo cão aspira crescer espiritualmente para a inteligência e o livre-arbítrio. Mas, para isso, ele precisará experimentar o sofrimento que lhe reajuste o campo emotivo, aprendendo pouco e pouco a Lei de Ação e Reação. Assim, ele provavelmente renascerá com sérias inibições congênitas. A responsabilidade de tudo isto, no entanto, dever-se-á à maldade humana.” (Do livroLições de Sabedoria, de Marlene Rossi Severino Nobre.)

Esperamos que as informações acima nos ajudem a entender as nuanças da questão levantada pelos que discordam da explicação que os autores espíritas dão para o tema sob análise.



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terça-feira, 27 de junho de 2017

NEM DE MAIS E NEM DE MENOS -PART. DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI


Contos e crônicas



Nem de mais, nem de menos

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

O vento suave anima as flores, movimenta com harmonia os galhos e folhas das árvores e refresca a pele. Também tomba com delicadeza o campo de trigo sem machucá-lo. Impulsiona com sabedoria o pássaro que faz seu desenho no céu e, neste momento, a criatura do voo reforça como a liberdade é necessária para manter os olhos alegres.
Quando o vento está forte, nem as folhas, nem as flores continuam em suas plantas, são arrancadas mesmo com tempo ainda para animarem com vida e cores os nossos olhos e a composição da própria natureza. Este vento devasta o campo e tudo o que a este pertencia.
E se o vento está em sua imperceptível atividade, o sufoco desanima até quem era a própria explosão de ânimo. Tudo fica parado, logo, sem energia, já que para esta o movimento preciso a vivifica. Como querer seguir se falta a harmonia entre as partes geradoras da vida?
Quando se aproxima da quantidade coerente em tudo, o progresso é sentido, pois a sabedoria passa a administrar e todo ato torna-se positivo. Tanto o corpo como o espírito sofrem com o desequilíbrio; quando o trabalho é exagerado, as forças enfraquecem e as entradas de energias e a sua manutenção ficam precárias causando as doenças que impossibilitam a realização do que, de fato, se deveria fazer.
Quando o trabalho é de menos, sobrará tempo de mais para pensamentos, em muitos casos, não muito proveitosos ou salutares. Há que saber diferenciar o descanso do ócio já que há muito a ser feito, porém, com sabedoria e vontade.
E o espírito também pode adoecer se sua energia não for mantida com elevada vibração, ou seja, bons pensamentos, sentimentos, palavras e atitudes. Quando essa elevação é mantida, naturalmente o seu andamento traz alegria e bem-estar a quem propiciou e aos que convivem com o seu promovedor. Todas as criaturas apreciam o equilíbrio e o amor, podem até não perceber, no entanto, o interior deseja as nobres realizações. Talvez só exista muito ignorância para um pequenino dicionário de cabeceira. É necessário querer ampliar para as grandes bibliotecas da vida.
Quando a chuva é torrencial, a enchente é certa, pois a rapidez e a quantidade da água não permitem que o solo usufrua, nem que os rios se mantenham equilibrados, muito menos as metrópoles sem as catástrofes construídas pelos próprios habitantes.
Mas se a chuva é calma, tanto benefício é alcançado. A natureza é banhada pelos suaves pingos e todos os seres matam a sede e todo meio é acariciado. A raiz é hidratada para que dê vida às outras necessárias partes também estarem vivas.
Porém, se a chuva é escassa não é possível alimentar a terra para que esta fecunde. Então, o alimento não nascerá nem as flores colorirão os jardins, nem as árvores serão frondosas e a sua respiração não será sustentável para os nossos pulmões. E se a chuva for pouca, então, haverá pouco brilho e grande sofrimento.
Tudo obedece a uma lei natural: o equilíbrio. Quando de mais, ocorre sofrimento; quando de menos, a dor está presente. E a vida segue o curso que obedece à lei universal e as pessoas vivem no curso natural do universo.
Nem de mais, nem de menos.

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